Programas Infantis dos Anos 80

3 agosto 2013 Programas Infantis    # 551 views

Os programas infantis nos anos 80 tiveram bastante destaque em redes de televisão como Globo, a extinta Manchete e SBT. Foi nessa década que surgiu o fenômeno Xuxa, considerada até hoje a "Rainha dos baixinhos". A apresentadora Angélica também despontou nos anos 80, assim como Mara Maravilha. Dizia-se, na época, que existia uma rivalidade entre as três apresentadoras. No entanto, antes do surgimento das apresentadoras infantis e da enxurra de desenhos infantis que tomou conta da telinha, as crianças se deliciavam com o Sítio do Picapau Amarelo, que contava histórias de Monteiro Lobato, adaptadas para a televisão. Acompanhar as aventuras de Pedrinho, Narizinho, Emília e o Visconde de Sabugosa era viajar por um mundo de sonho e fantasia. Também permanece na memória dos saudosistas dos anos 80, o programa Balão Mágico, comandado por Simony e seus amigos, incluindo aí, o Fofão. Sérgio Mallandro com seu jeito moleque e irreverente também marcou época, sendo lembrado até hoje por seus bordões "rá", "ié,ié", "glu glu". Vale lembrar também das séries mexicanas como Chaves e Chapolim, que encantaram a garotada nos anos 80, e de um palhaço, Bozo, que divertia a criançada no SBT. O lado mais didático dos programas infantis ficou com a Turma do Lambe-Lambe, apresentado por Daniel Azulay, e com o Topo Gigio, um ratinho muito charmoso e dengoso que passava dicas de ecologia e saúde para a garotada.

Sítio do Picapau Amarelo – quem era nascido entre os anos 70 e 80 provavelmente assistiu aos episódios do Sítio do Picapau Amarelo, exibidos entre 1977 e 1986. Era naquele sítio que viviam Dona Benta (Zilka Sallaberry), sua neta Narizinho (Rosana Garcia/Daniele Cristina Rodrigues/Izabela Bicalho/Gabriela Senra) e a cozinheira Tia Nastácia (Jacyra Sampaio). Durante as férias escolares, o primo Pedrinho (Júlio Cezar/Marcelo José Patelli/Daniel Lobo), que morava na cidade, ia para o sítio da avó. Lá, Narizinho e Pedrinho viviam diversas aventuras juntamente com a boneca de pano Emília (Dirce Migliaccio/Reny Oliveira/Suzana Abranches), feita por Tia Nastácia, e com o Visconde de Sabugosa (André Valli), uma espiga de milho velha usada por Tia Nastácia para criar um amigo para Pedrinho. Outros personagens que habitavam o sítio eram o irreverente Saci Pererê (Romeu Evaristo) e a malvada Cuca (Dorinha Duval/Stella Freitas/Catarina Abdala). Também são inesquecíveis o Tio Barnabé (Samuel Santos), Zé Carneiro (Tonico Pereira), Garnizé (Canarinho) e os bichos Vaca Mocha e Burro Falante. Lendas, fadas, bruxas e muita fantasia povoavam as histórias do Sítio do Picapau Amarelo, que foram adaptadas da obra homônima de Monteiro Lobato.

Balão Mágico – este foi um dos primeiros infantis da televisão brasileira a ser apresentado por crianças. Com cerca de uma hora de duração, a menina Simony, de 6 anos, e Fofão, – uma mistura de cachoro, homem e ser intergalático, interpretado por Orival Pessini – comandavam o programa. No início, Fofão não falava, somente imitia sons que eram interpretados por Simony. Balão Mágico foi sofrendo algumas modificações ao longo do tempo. Em 1983, ano em que o programa estreou na Rede Globo, além de Simony e Fofão entraram para a turma o Fofinho, boneco de pano confeccionado por Fofão e interpretado por Tob, integrante do grupo musical Turma do Balão Mágico, Mike, outro integrante do grupo infantil, e Cascatinha – um menino dentuço e barrigudo – personagem criado por Castrinho. Em 1984, a menina Luciana, de quatro anos, passou a integrar o programa, primeiramente, para substituir Simony durante suas férias, e depois, passou a comandar o programa juntamente com Simony. Entre as atrações do programa havia números musicais, sorteios, apresentação de desenhos animados, dicas de mágica e atividades artesanais. Em 1985, o menino Jairzinho entrou para o Balão Mágico, assim como o ator Ferrugem, que interpretava o boneco Halleyfante, ou Fante, um robô que tinha a missão de defender a ecologia. A abertura de Balão Mágico era ao som de “Lindo Balão Azul”, música de Guilherme Arantes. Nos últimos meses de exibição do Balão Mágico, o programa foi apresentado apenas por Cascatinha e Jairzinho. O programa foi apresentado nas manhãs da Rede Globo, entre 1983 e 1986, sendo substituído, posteriormente, pelo Xou da Xuxa.

Xou da Xuxa – foi com este programa infantil que Maria da Graça Meneghel, ou simplesmente, Xuxa se tornou a "Rainha dos Baixinhos", o maior ídolo infantil dos anos 80. Seu bordão “beijinho, beijinho, tchau, tchau” virou febre, se transformando em uma das marcas mais fortes da apresentadora. Xou da Xuxa estreou em 1986 para substituir o Balão Mágico, ficando no ar até 1992; no dia 31 de dezembro daquele ano o programa completou 2.000 edições. Ocupando as manhãs de segunda-feira a sábado, Xou da Xuxa era um programa infantil de variedades, apresentando quadros de auditório (misturava brincadeiras, competições e números musicais) intercalados com desenhos animados. Além das Paquitas, adolescentes vestidas com roupas inspiradas em soldadinhos de chumbo, que ajudavam Xuxa na organização e na animação das crianças no palco, a apresentadora também contava com o auxílio de personagens, como Dengue (Roberto Berttin) e Praga (Armando Moraes). Em 1989, foi criada a versão masculina das assistentes de Xuxa, os Paquitos. Xuxa também interpretava personagens como Vovuxa (a velhinha contadora de histórias), Madama Catuxá (falava de higiene e alimentação como se fosse horóscopo), a doutora Boluxa e o sábio chinés Xoxum (ensinava a transformar papéis e jornais em brinquedos).

Clube da Criança – o programa estreou em 1983, na extinta Rede Manchete, com o palhaço Carequinha. Xuxa assumiu o programa um ano depois, e ficou na emissora até 1986, quando se transferiu para a Rede Globo. Durante os dois anos seguintes, o Clube da Criança virou um programa somente de desenhos, até que, em 1988, Angélica assumiu o posto. Nos primeiros meses, ela dividiu a apresentação com Ferrugem, mas a parceria não durou muito e, logo, Angélica assumiu o comando da atração infantil, transformando o programa em um sucesso. O programa de auditório infantil reunia atrações como desenhos animados, aventuras japonesas como Jaspion e Changeman, atrações musicais e apresentações da própria Angélica, que mostrava as suas próprias canções. Angélica era ajudada pelas assistentes de palco chamadas “Clubetes” e, posteriormente, de “Angeliquetes”.

Bozo – sucesso em mais de 40 países, o programa infantil Bozo chegou à TVS (hoje, SBT) em 1981, após uma passagem pela TV Record entre 1980 e 1981. O primeiro Bozo brasileiro foi Wandeko Pipoca, que foi escolhido por Larry Harmon, que comprou os direitos do personagem e o transformou em uma franquia. Com o sucesso do palhaço, outros atores foram chamados para encarnar Bozo em rede nacional: Luis Ricardo, Arlindo Barreto, Décio Roberto e Marcos Pajé. Foi com Luis Ricardo interpretando Bozo que o programa se tornou uma febre ao lançar o quadro chamado “Bozo Memória”, em que as crianças participavam ao vivo pelo telefone. Personagens adicionais foram criados para o programa, como Vovó Mafalda (Valentino Guzzo), Papai Papudo (Gibe), Kuki (Roni Cócegas) e Salci Fufu (Pedro de Lara). O programa de auditório infantil terminou em 1991 com a morte de Décio Roberto, o último ator a encarnar Bozo no Brasil.

Turma do Lambe-Lambe – o programa foi ao ar entre 1976 e 1986, primeiro na antiga TVE (hoje, TV Brasil), e depois na TV Bandeirantes. O apresentador era o cartunista brasileiro, Daniel Azulay. A Turma do Lambe-Lambe era formada por um grupo de personagens infantis criado por Daniel Azulay: o sábio Professor Pirajá; a galinha cozinheira, Xicória; a sonhadora Ritinha; o tagarela e o grande mágico Pipa; o tímido Piparote; a arteira Damiana; o malabarista Tristinho e a vaquinha vaidosa e metida a cantora, Gilda. Entre os quadros que encantavam a garotada estava o que ensinava a desenhar e a fazer dobraduras, o que transformava sucata em brinquedo e o que estimulava as crianças a advinharem o desenho que ia surgindo aos poucos na lousa. Muitos artistas se apresentaram no programa como Barão Vermelho, Roupa Nova, Olívia Hime e Moraes Moreira. No encerramento do programa, Daniel Azulay se despedia da criançada dizendo: “Fiu, algodão doce pra vocês”.

Topo Gigio – um ratinho feito de espuma de apenas 20 centímetros de altura, chamado Topo Gigio, e de origem italiana – foi criado pela italiana Maria Perego –  era a atração da garotada que sintonizava a TV Bandeirantes, nos anos 80. Em 1983, depois de passar pela TV Globo, entre as décadas de 60 e 70, o ratinho mais charmoso e dengoso da televisão – e que tinha como companhia Agildo Ribeiro –  reestreava no programa “Boa Noite, Amiguinhos”. O programa não teve muito sucesso, mas em 1987, Topo Gigio voltava ao ar, desta vez acompanhado pelo ator Ricardo Petraglia. No programa, eram dadas noções de cidadania, higiene, ecologia e outros temas ligados à formação das crianças. Topo Gigio ainda exibia seus dotes musicais ao interpretar as canções dos discos lançados na época.

Oradukapeta – foi um programa infantil matinal apresentado por Sérgio Mallandro entre os anos de 1987 a 1990, no SBT. No programa, Sérgio Mallandro, interagia com as crianças da plateia, apresentava quadros humorísticos e desenhos animados. Com suas roupas coloridas, seu jeito moleque e extrovertido, rapidamente conquistou o público infantil. Em Oradukapeta, Sérgio Mallandro criou sua mais famosa atração: a “Porta dos Deseperados”. As crianças que participavam deste quadro tinham de escolher entre três portas, sendo que atrás de uma delas havia prêmios, como brinquedos e bicicletas, enquanto que nas outras havia "monstros" fantasiados. Mallandro ainda perguntava se a criança não queria trocar de porta, ou se não queria ficar com um brinquedo ao invés de abrir a outra porta. Outros quadros famosos foram o goleiro Mallandrovisky e o Super Mallandro. Considerado um ícone da cultura trash no Brasil, Sérgio Mallandro lançou bordões repetidos até hoje como “rá”, “ié, ié”, “glu, glu”, e ainda gravou músicas como “Vem Fazer Glu-Glu”, “Capeta Em Forma de Guri”, “Farofafá” e "Bilutetéia”.

Show Maravilha – será que quem viveu intensamente os anos 80 sabe dizer quem é Eliamary Silva da Silveira? Provavelmente, não. Mas, se falarmos em Mara Maravilha fica mais fácil, não é? Pois Eliamary é o nome verdadeiro de Mara Maravilha, uma das principais apresentadoras de programas infantis nos anos 80. Ela apresentou o programa de auditório infantil Show Maravilha entre 1987 e 1994. O programa foi um sucesso e Mara virou um dos maiores ídolos infantis da história da televisão brasileira, ajudando a alavancar a audiência do SBT e disputando acirradamente, pela manhã, a audiência com a TV Globo, que exibia o Xou da Xuxa. Na atração, Mara comandava brincadeiras com o auditório, recebia convidados e atrações musicais e cantava suas próprias canções, além de anunciar a exibição de videoclipes e desenhos animados.

TV Fofão – Fofão fez tanto sucesso no programa infantil, Balão Mágico, que ganhou seu próprio programa na TV Bandeirantes, entre 1986 e 1989. Na TV Fofão, ele apresentava quadros humorísticos e desenhos animados, além de musicais. O programa TV Fofão também foi exibido pela TV Bandeirantes entre 1994 e 1995. Em 1996, o programa teve uma rápida passagem pela TV Gazeta, quando esta ainda mantinha parceria com a CNT.

Chaves – um garoto órfão com sardas, sempre com fome, que morava em uma vila e que tinha em um barril o seu esconderijo secreto. Esse é o ponto de partida para Chaves, um seriado mexicano que estreou no Programa do Bozo, em 1984, no SBT. Depois, ganhou um horário próprio, se transformando em um grande sucesso. Chaves era interpretado por Roberto Bolaños, que tinha 41 anos de idade quando começou a gravar o programa. Os melhores amigos de Chaves eram Quico, filho de Dona Florinda, e Chiquinha. Outros personagens do programa eram Seu Madruga, Professor Girafales, Seu Barriga, Nhonho, filho do Sr. Barriga, e Dona Neves, avó de Chiquinha. “Foi sem querer querendo… “, “Isso me escapuliu” e “Piiii pipipipipipi (quando Chaves chorava) eram alguns de seus bordões.

Chapolim – o seriado mexicano foi criando antes de Chaves, mas chegou ao Brasil após a estreia do programa sobre o garoto órfão. Roberto Bolaños também interpretava Chapolim, um herói atrapalhado, baixinho, covarde, mulherengo, e que usava uma roupa vermelha. A presença do inimigo era detectada através das antenas de vinil. Para combater os vilões, ele usa uma marreta biônica, uma corneta paralisadora e as pílulas encolhedoras, que reduzem seu tamanho até 20 cm e, é claro, a sua astúcia. Entre as frases mais famosas de Chapolim estavam "Não contavam com minha astúcia", "Sigam-me os bons", “Todos os meus movimentos são friamente calculados”, “Palma, palma, não priemos cânico” ou “Se aproveitam da minha nobreza”.

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  1. 1 / 9 / 2014 13:11

    ê site 100 + legal de tds! queria que tudo isso voltase para eu aproveitar tudo desde o começo. a turma do balão mágico ficou gravado, nasci na época do balão e minha mãe colocava na minha merendeira os biscoitos do fofão. tive um boneco do fofão quando surgiram as lendas sobre o boneco. até hoje tenho ele em minhas mãos e toda a coletânea da turma do balão mágico e fofão!

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