Bala Juquinha

18 fevereiro 2014 Guloseimas    # 2.182 views
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A bala Juquinha é uma lenda. Pra mim, devia receber todas as honrarias que existem e ser tombada, sei lá. Algo assim. Ganhar monumento em praça pública, ter feriado nacional, etc. São uma lembrança da infância que apesar da passagem dos anos você não esquece. E elas perduram até hoje. Nos anos 80 não havia quem não gostasse dessa bala, que se tornou um clássico atemporal.

Quem não se lembra da embalagem amarelinha com sabor tutti-frutti? Eu sei, deu pra sentir o gosto agora mesmo… Era uma das mais procuradas pela criançada, talvez a mais comum. E do rosto do Juquinha, o alegre garoto loirinho e sorridente que estava estampado no papel de todos os sabores? Pois muito adulto ainda sente toda a nostalgia quando sente gosto da bala na boca. Eu mesmo sou um que se achar vendendo em algum lugar, compro logo um monte.

Além da embalagem e do sabor, muita gente ainda se lembra do jingle que era apresentado na televisão. E você, ainda sabe cantar a musiquinha da bala Juquinha? O jingle era um sucesso entre a criançada que assistia a um programa infantil de TV comandado por Sílvio Santos nos anos 80.

Juquinha quando tá chupando bala, não fala;
Não fala, não dá bola nem dá bala, Juquinha;
Bala de côco e de frutas, Juquinha;
De tamarindo, uva e limão,
De hortelã, framboesa, Juquinha;
Balas Juquinha, Balas Juquinha.

Bala Juquinha

O nascimento de uma lenda

Você sabe como surgiu a lendária bala Juquinha? Antes das balas chegarem no mercado brasileiro e se tornarem famosas, o português Carlos Maia fundou, em 1945, a empresa Salvador Pescuma Russo & Cia Ltda., que produzia refresco em pó efervescente. Somente nos anos 50 é que o antigo proprietário começou a fabricar as balas mastigáveis. Nascia, assim, as balas Juquinha com o tradicional sabor tutti-frutti. Logo, logo as balas fizeram um enorme sucesso em todo o território nacional.

Inicialmente, as balas eram produzidas na cozinha da casa de Carlos Maia, com conhecimento adquirido de um colega da concorrente Balas Chita. No entanto, o empresário ainda não sabia o nome que daria a sua criação, por isso pediu ajuda a um amigo, também português. Ele então, que se chamava Juca, sugeriu: “Coloque o meu nome, ora pois!”. De início, Carlos Maia não achou o nome muito apropriado, mas pensou melhor e viu que poderia utilizar o diminutivo. Pronto, as balas foram batizadas de Juquinha.

Com o enorme sucesso da bala entre a garotada, o empresário português decidiu modernizar sua linha de produção e comprou máquinas de última geração em 1979. Só que ele acabou se atolando em dívidas e, aí, teve que vender a fábrica – que ficava em São Paulo – três anos depois. O comprador foi Giulio Sofio, um italiano nascido em Roma e formado em Direito na Suíça. Ele ampliou a linha com novos sabores de bala (coco, limão, uva, entre outros), e lançou no mercado os tradicionais pirulitos Juquinha.

No começo dos anos 80, o empresário italiano vislumbrou mais uma oportunidade, e assim, começou a exportar para os Estados Unidos. Mais uma vez, a bala Juquinha se transformou em um enorme sucesso. Aliás, as balas Juquinha foram exportadas para 46 países, comprovando assim a sua qualidade.

Para se adaptar a esses novos mercados, elas atravessaram o oceano e até chegaram a países africanos como Angola, África do Sul e Guiné, a empresa desenvolveu sabores exclusivos, como o “hot mint” com pimenta, e para o Senegal, o “hot mix” que são balas sortidas de café, leite e chocolate. Essa preocupação em agradar o consumidor de outros países tem uma explicação: é que a partir de 1985 a exportação das balas Juquinha se tornou fundamental para a sobrevivência da empresa.

Como a empresa está sempre inovando, no início dos anos 2000 chegava ao mercado as tradicionais balas na versão iogurte. Novos mercados continuavam a ser procurados, assim como houve a preocupação em diversificar a sua linha de produtos. Por isso, foram lançados pirulitos de 20 gramas recheados, com sabores de tutti-frutti, morango, cereja e abacaxi. Hoje, se você entrar no site dos produtos Juquinha verá que estão à venda balas nos sabores de maracujá, pêssego, morango e uva. Vale a pena experimentar.

Assim, devido ao longo sucesso das balas Juquinha, e após mais de 60 anos estando presente no mercado brasileiro, as balas ainda mostram que têm muito fôlego para continuar conquistando as novas gerações.

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  1. Sofiadepinadasilva

    9 / 7 / 2015 19:30

    Essas sao as balas muito antigas mesmo mais muito boa tambem para todo mundo

    Responder

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