Blitz

22 fevereiro 2014 Música    # 287 views
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As letras leves, bem-humoradas e cheias de swing da Blitz fizeram com que a banda se transformasse num fenômeno musical nos anos 80. Era uma verdadeira febre, todo mundo cantava junto, curtia o som do grupo formado por Evandro Mesquita (guitarra e voz), Fernanda Abreu e Marcia Bulcão (backing vocals), Ricardo Barreto (guitarra), Antônio Pedro Fortuna (baixo), William "Billy" Forghieri (teclados) e Lobão (bateria), substituído por Juba.

As canções da Blitz traziam uma nova linguagem. Eram meio cantadas, meio faladas. Evandro Mesquista cantava e dialogava com as backing vocals e o grupo tinha uma performance teatral no palco. Suas apresentações eram músico-teatrais.

"Você Não Soube Me Amar", "Mais Uma de Amor (Geme Geme)", "A Dois Passos do Paraíso", "Betty Frígida", "Weekend", "Biquíni de Bolinha Amarela Tão Pequenininho", "Egotrip" estouraram nas paradas de sucesso de todo o Brasil. A Blitz era presença constante nas rádios e também nos programas de televisão. Todo mundo adorava a irreverência, o modo divertido com que eles se apresentavam. O ritmo dançante das músicas contagiou toda uma geração.

Os clipes musicais, muito comuns na década de 1980, ajudaram a popularizar a banda. E assim como as músicas, os clipes também eram irreverentes, leves e bem-humorados. Bem ao estilo Blitz de ser.

Além das canções irreverentes que faziam muito sucesso com os jovens da época, as meninas adoravam Evandro Mesquita, o galã da Blitz. Enquanto as meninas suspiravam por Evandro Mesquita, os rapazes ficavam de olho nas backing vocals, Fernanda Abreu e Marcia Bulcão.

Do Circo Voador para o mundo

Caricatura da banda Blitz

A história da Blitz começou debaixo de uma lona azul e branca, no Arpoador. Era o ano de 1982, e foi em pleno verão carioca, no Circo Voador, montado no terreno que separa Ipanema de Copacabana que nasceu a Blitz. Lá, a banda encontrou uma casa onde podia mostrar o seu som e interagir com um público jovem, praiano, que se identificava com o som alegre e irreverente que a Blitz fazia.

O Circo Voador ficou três meses no Arpoador, e naquele mesmo ano, foi transferido para a Lapa, no centro do Rio de Janeiro. E, é claro, que a Blitz acompanhou a mudança, afinal de contas, o Circo Voador se transformaria numa das principais casas da Blitz, onde a banda sempre se apresenta e onde encontra o seu público fiel, além de integrantes da nova geração, que também curtem o som da banda.

Foi com um simples compacto “Você Não Soube Me Amar” que a Blitz estourou em todo o Brasil. O compacto só tinha essa música e no lado B do disco uma voz repetia “nada, nada, nada”. Em três meses, o compacto havia vendido 100 mil cópias, chegando a quase 1 milhão de cópias em 1982. Um fenômeno. Naquele mesmo ano, em setembro, foi lançado o primeiro LP “As Aventuras da Blitz”. Outro sucesso impressionante, registrando a venda de 500 mil cópias em poucos meses.

No ano de 1984, os fãs da Blitz puderam conferir o segundo trabalho do grupo: o LP "Radioatividade". Duas músicas estouraram:"A Dois Passos do Paraíso" e "Weekend". Depois, outras duas canções tocaram bastante:"Betty Frígida" e "Biquíni de Bolinha Amarelinha". A banda fazia muitos shows e lotava os locais onde se apresentava. Eles tinham pouco tempo de carreira, mas já tinham conquistado o sucesso e o reconhecimento do público.

O excesso de shows no Brasil e no exterior fez com que os integrantes da Blitz não tirassem férias desde 1982, porém o cansaço não impediu que em 1985 eles gravassem o álbum "Blitz 3". Neste disco, as músicas de trabalho foram "Eugenio" e "Egotrip".

O sucesso da Blitz com os jovens nos anos 80 fez com que eles fossem convidados para participarem da primeira edição do Rock in Rio, em 1985. A apresentação foi inesquecível. Sucesso absoluto. Quando tudo parecia perfeito chegou a notícia: a Blitz iria acabar. A decisão foi tomada às vésperas da gravação do quatro LP. Os fãs ficaram inconformados com o fim da banda em 1986.

A Blitz voltou a se reunir e a se separar na década de 1990. Mas, a formação original já tinha se dissolvido. Em 1990, saia o álbum "Todas as Aventuras da Blitz", a primeira coletânea da banda. Quatro anos depois, os integrantes da Blitz se reuniam novamente, com exceção de Fernanda Abreu, que foi substituída pela Hannah Lima. Nos anos de 1994 e 1995, a banda fez uma turnê pelo Brasil. Desse encontro saiu o álbum "Ao Vivo", em 1994.

Três anos se passaram e a Blitz gravou o álbum "Línguas". Na sequência, saiu "Blitz 2000 Últimas Notícias" em 1999, "Blitz com Vida" em 2006. e "Ao Vivo e a Cores" em 2007.

Hoje, a Blitz é formada pelos seguintes músicos: Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão), Billy (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andrea Coutinho (backing vocal) e Mariana Salvaterra (backing vocal).

...ou deixe um recado por aqui :)
  1. waniahirae

    4 / 19 / 2014 14:25

    oi Salma…..Feliz Niver adiantado…

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